Momentos

E mais uma vez entre paredes solitárias nos encontramos sob um olhar além. Mais uma vez… A janela e o tempo, a sala escura, uma cinza manhã de domingo.

O vazio de solidão preencheu-se – fiel companheira esta. Tudo é um frio nublado. Quando vem ter com as horas o silêncio, a falar do tudo e do nada que foi-se, esgueirando-se à beira de estradas sem nome, sem destino, sem saber o que se dará.

Em um outro tempo tudo seria diferente. Em outros ares, outros olhares que não dentro do tempo, tempo este que a todo momento nos aparta… Quando a todo momento horas dizem adeus, as lembranças e o amor também. Ai, e o amor também. Um adeus que não se finda, uma saudade que escorre dos olhos. E tempo nos leva, leva, leva…

Acostuma-se a pensar que alguma coisa dura para sempre, que alguns dias nunca terão fim. Nós colidimos com o outro um dia, e emergimos como um. Então quer acreditar-se que o amor dura para sempre, que sempre tudo permanece junto até o dia da morte. Mas tudo gira tão depressa. Como dias em negro coma. Como amigos que nunca foram feitos, como filmes nunca assistidos, lugares que nunca se esteve… Como tudo que foi feito um dia e hoje já não há lembranças. Como coisas que eram ‘pra sempre’ e hoje… Bem, como o amanhã tão distante. E que irá desaparecer.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s