Espiral

Eu tenho andado por ruas vazias – cheia de tudo
Eu tenho cantado silêncios e, no entremeio, também lágrimas
Eu tenho abraçado minhas dores e com elas tenho sorrido,
–  Chorado, vivido, sofrido.

Estático era o tempo,
Onde a vida brilhava a uma distância tão próxima,
Mas por alguma razão estática era também a alma
E então eu tenho corrido, corrido, corrido…

Eu tenho saltado abismos dentro de mim
Percorri as câmaras mais sombrias dos meus medos…
E com eles dancei sob os espectros do crepúsculo esmaecido,
Girando em espiral

Tornei-me sombra de minha sombra, assombrando as sombras dentro de mim

Desfizemo-nos no vento
Desfizemos por fim, o tempo

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